O campo
Existem duas endocrinologias femininas
A antiga trata a menopausa num consultório, o peso em outro e o coração num terceiro. Cada médico resolve a sua parte com competência, e ninguém responde pela paciente inteira.
A que começa agora trata essa mulher como um caso só, na mesma consulta, com um raciocínio que atravessa hormônio, metabolismo, osso, cérebro e risco cardiovascular sem depender de três encaminhamentos e seis meses de espera.
A diferença entre uma e outra está no raciocínio clínico.
O estrogênio que cai no climatério é o mesmo que muda sensibilidade à insulina, densidade óssea, cognição e função endotelial, tudo na mesma paciente, dentro do mesmo ano. O cérebro conversa com o metabolismo, o metabolismo conversa com o climatério, o climatério conversa com o risco cardiovascular. O médico que entende isso trata a paciente de forma diferente.
Nenhum médico foi treinado para ler essa mulher como um sistema, porque o sistema foi dividido entre quatro especialidades antes de ela nascer, e essa divisão virou uma grade curricular com uma grande lacuna.
E isso se reflete nos consultórios de hoje, com a paciente pagando a conta por toda essa divisão sem sentido.
Por isso o CBEF nasce, para reunir quem já pratica essa segunda medicina e quem quer começar a praticá-la. A nova endocrinologia feminina começa aqui.